sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nossas emoções - Um jardim regado. (Isaías 58:11 - Marcos 4:30-32)



“Com que podemos comparar o reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes, mas depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas do jardim, com ramos tão grandes que os pássaros podem se abrigar á sua sombra.”

Emoções, lembranças registradas, fraquezas, qualidades, potenciais, debilidades, ações, reações, reservas, resistências, medos, ansiedade, valores, comportamentos etc...
Esses são alguns tipos de sentimentos que fazem parte de nosso jardim. Para um jardim ter belas plantas com lindas flores, ele necessita ser bem cuidado, regado, acompanhado diariamente e os nutrientes necessários para o solo precisa ser posto na dosagem certa.
Assim também acontece conosco. Se não tivermos nosso coração (jardim) bem regado e cuidado, não cresceremos saudáveis e não produziremos belas flores. Mas se nosso jardim for cuidadosamente nutrido, cresceremos fortes, com flores belíssimas de admirar.
Muitas de nossas decisões são tomadas inicialmente em razão do que sentimos ou acreditamos. Só depois paramos para pensar e justificar nossas escolhas. Na maioria das vezes o que sentimos no coração determinará nossas atitudes e ações.
Jesus nos falou sobre ter um coração de criança, pois crianças são inocentes, crédulas e abertas às emoções. Pessoas que têm um relacionamento íntimo com Deus têm consciência de suas emoções. Ter coração de criança não é ser infantil, imaturo e recusar-se assumir responsabilidade pelas próprias ações.
Ter um coração de criança é assumir responsabilidade e ao mesmo tempo estar aberto e ser capaz de entregar-se as emoções.
Jesus usou muitas parábolas para desafiar a mente das pessoas. E através delas nos ensinou que para sermos grandes, precisamos ser pequenos. Para sermos líderes, precisamos servir.
Jesus amou, se irou, experimentou o medo, chorou de tristeza e viveu com coragem. Ele sabia quem era, e muitas vezes agiu motivado pelo que sentia (Mt 21:12-17) (Jo 11:28-42).
Nossas emoções nos levam a fazer as coisas que fazemos, por isso precisamos assim como Jesus saber quem somos, precisamos regar e cuidar bem de nosso jardim (coração) para que nossas plantas (emoções) sejam belas, saudáveis, com ramos grandes e viçosos (nossa presença) e produzam sombras onde os pássaros (pessoas) queiram estar.

Vamos analisar algumas plantas (emoções) de nosso jardim:

1- Arvore de casca-grossa – São pessoas que se tornam indiferentes às emoções dos outros e até mesmo a suas próprias emoções. Têm dificuldades em enfrentar suas fraquezas e dificuldades e usam capa para camuflar. São orgulhosas, negam os problemas, mostram uma super espiritualidade.

2- Planta de Estufa – São pessoas super, híper sensíveis. Não suportam nenhum tipo de pressão. Enfrentam e vencem os problemas dentro de seu ambiente, mas não vencem seus medos e crises interiores. São pessoas que gostam de viver a chama do momento, mas sem nenhuma pressão, pois não suportam e quebram.

3- Cactos – Essas têm uma capacidade enorme de armazenamento. Passam a armazenar tudo que recebem e muitas vezes até mesmo o veneno das cobras que passam por suas vidas. Ficam armadas em atitude de defesa e quando alguém se aproxima para lhe tocar percebem seus espinhos, que impede a aproximação. São pessoas que ferem na mesma medida que foi ferida, recebem o veneno das cobras e passam adiante a fim de envenenar outros também.

4- Planta de Redoma – São aquelas que vivem distante de tudo e todos. Impõe limites e ergue barreiras. Não permite em vida que ninguém entre, toque ou sinta. São pessoas aparentemente belas, mas são frias, não sentem, não tocam. Vivem em uma cúpula de vidro.

5- Planta Mirrada – Algo aconteceu, uma situação marcou a mágoa ou o trauma se instalou, não avançam e não crescem mais. São pessoas que vivem presas ao passado. Não foram cuidadas, alimentadas como deviam e sentem inferiores as outras plantas. Pessoas com dificuldade em perdoar.

6- Dormideira – Basta um simples toque e essa se fecha por causa de sua alta sensibilidade, passa um período de tempo e ela se abre novamente até que venha o próximo toque e a faça fechar. Essas pessoas vivem com o “pé atrás”, com medo de se relacionar, de serem confrontadas, por isso se fecham. Vivem em constante atitude de defesa por causa de uma fragilidade excessiva.
Fragilidade excessiva não é sinônimo de sensibilidade e sim se imaturidade.

7- Espinheiro – São cheias de defesa, constroem uma muralha e uma imagem para manter os outros afastados. Transmitem medo ao invés de respeito e amor.

8- Planta Carnívora – Essas para chegarem onde desejam ou conseguirem o que querem passam por cima de quem for. Comem (difamam) a reputação de quem quer que seja. São maquiavélicas, querem ser beneficiadas a qualquer custo.

9- Flores de Plástico – São as artificiais. Finge ser o que não são, vivem de fachada e se tornam aquilo que os outros  querem que elas sejam. Não são naturais, vivem de aparência.

10- Comigo ninguém pode – Pessoas assim escolhem a rebeldia, a agressividade e a hostilidade como essência. Tudo isso na tentativa de se  proteger, para não expor sua fragilidade e medo que existem por trás de toda fachada de rebeldia.

11- Trepadeira – Se encosta e se escora nos outros afim de sugar. Essa planta se comporta como uma parasita. São pessoas com dependência emocional, não conhecem e não acreditam em seu potencial.

12- Papoula – Pessoas manipuladoras, que tiram do próximo o direito de dizer não, seduzem pela oratória. Controladora, exerce influência sobre a decisão dos outros. (ópio).

13- Urtiga – Tem uma textura aveludada e é usada por muitos para decoração, mas no contato com a pele provoca coceira que leva a irritação. Essas são pessoas que não aprenderam a arte do contato, do relacionamento (inconvenientes, entrões, sem limites, usam brincadeiras indesejáveis e indelicadas a fim de fazer provocações).

14- Absinto – (Privado de doçura). Tem propriedades medicinais, mas é usada com dosagem especifica. Tem um dos cheiros mais agradáveis das flores, mas seu sabor é extremamente amargo. São pessoas que fazem coisas admiráveis, mas não tem doçura nos relacionamentos e na vida. São pessoas que se machucaram tanto que perderam ou se privaram da doçura se tornado amargas, mas ainda assim conseguem fazer coisas úteis na vida (sem leveza, delicadeza, rude, grossa).

15- Samambaia Chorona – São pessoas que não têm coração grato. Atravessam a vida lamentando, desfiando um rosário de desgraça. O pessimismo e o lado sombrio da vida são as referencias para ver a realidade. Vivem murmurando e não reconhecem o cuidado e provisão de Deus, ficam focadas no pessimismo e derrota.

16- Cana-de-açúcar – É uma planta de estrutura frágil, mas suporta ventania, temporais, a fúria das foices, a impiedade da trituração e da moenda sem perder sua essência (doçura). São pessoas que passam pelo sofrimento, pela dor e fazem delas degraus para o seu crescimento. Que sabem tirar proveito das dificuldades se permitem ser transformadas pelo Senhor (cana transformada em açúcar) e usam sua experiência para ajudar e influenciar outros para o bem.

Talvez você tenha se identificado com alguma dessas plantas, e tenha percebido que seu jardim precisa ser tratado, podado (o corte traz crescimento). Quero te encorajar a depositar sua vida nas mãos do maior jardineiro que existe, Jesus. Ele tem e sabe de todos os nutrientes necessários para seu jardim (coração) e crescimento de suas plantas (emoções).
          Permita que Jesus, o grande jardineiro regue o seu jardim com a água da vida, fazendo crescer fortes árvores, com frutos que serviram de alimento e cura para essa geração. (Ez. 47:12)

Que Deus Lhe fale ao coração!

Em Cristo,

Élder Rangel.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O desafio de viver uma espiritualidade Cristocêntrica.


Não é fácil definir ou conceituar a espiritualidade. Embora seja uma expressão religiosa que, a princípio, tenha a ver com o relacionamento de Deus com o ser humano, tornou-se, na cultura moderna, um termo abstrato, vago e presente em quase todos os segmentos da vida: da religião à economia, da ecologia ao mundo dos negócios.
Para entender melhor o que significa espiritualidade nos dias atuais, precisamos associá-la a outras duas expressões que se encontram intimamente conectadas: subjetividade e pós-modernidade. Juntas, elas formam o tripé para a compreensão da cultura contemporânea.
O mundo moderno era racional, científico, positivo. Acreditava na bondade natural do ser humano. Era um mundo de certezas e de sólidas convicções. Porém, após duas guerras mundiais e uma infinidade de conflitos étnicos, políticos e econômicos, esta era de certezas deu lugar a um espírito cínico e desiludido. O mundo pós-moderno é o mundo do desencanto, da decepção, da desilusão, das incertezas. Emocionalmente, a modernidade refletiu o progresso, o otimismo, a confiança na tecnologia. O pós-moderno é o oposto — é negativo, irracional e subjetivo. O rápido processo de secularização, o avanço tecnológico, o rompimento com as tradições, a relativização dos valores e dos costumes, o fortalecimento do individualismo e a quebra do consenso social apresentaram uma nova agenda para a sociedade.
A reação contra a objetividade e a mentalidade cartesiana, racional e científica do mundo moderno gerou um novo espírito, mais subjetivo e individualista. A relativização moral criou uma nova forma de ateísmo: o da irrelevância de Deus e uma forma de espiritualidade subjetiva sem nenhum fundamento bíblico ou histórico. A realidade vem se tornando mais abstrata e virtual, e a estética é a nova base da identidade e da afirmação pessoal. Uma vez que a tradição foi descartada e vivemos a falência das estruturas familiares e a burocratização das instituições, não temos mais um juiz para julgar os valores, mas um espírito individualista, cínico e altamente indulgente. Se, no passado, levávamos nossas questões para serem julgadas no tribunal da razão e da sã doutrina, hoje elas são arbitradas na jurisdição das emoções e dos sentimentos. O critério que valida a experiência é o bem-estar pessoal. É dentro deste cenário que surge o termo "espiritualidade", estabelecendo uma nova agenda para a Igreja. Espiritualidade tem a ver com o novo estado de espírito do mundo pós-moderno. Falar em espiritualidade, segundo James Houston, é falar sobre a revolta do espírito humano ao aprisionamento que a cultura racional impôs sobre a civilização ocidental, levando-a a olhar para a vida apenas na perspectiva superficial da ótica científica. O ser pós-moderno não aceita mais viver sob esta ótica estreita e limitada da cultura racional, mas, paradoxalmente, sua luta contra o aprisionamento da superficialidade racional o levou a um novo estado de alienação e superficialidade, fruto do subjetivismo e do individualismo impessoal.
Espiritualidade é o tema da agenda religiosa do século XXI. Está presente em todos os encontros, debates e discussões. Não apenas no universo evangélico, mas também nos âmbitos cultural, empresarial, econômico, político etc. Todos conversam sobre o assunto, falam de suas experiências, descrevem seu momento espiritual. Empresas preocupam-se com o estado espiritual de seus executivos, oferecendo cursos e palestras para elevar o espírito e melhorar o rendimento profissional. Livros e revistas especializados no assunto surgem a cada dia. Entretanto, como afirma Eugene Peterson, quando todos seus amigos começam a conversar sobre colesterol, comparando taxas, trocando conselhos, sugerindo remédios e chás, você logo percebe que este é um mau sinal. Alguma coisa não vai bem. Da mesma forma, quando vemos e ouvimos muita gente conversando e lendo sobre espiritualidade, isto nos leva a pensar que a alma de nosso povo não anda bem; está enferma.
Quando pensamos em um tema como “Espiritualidade Cristocêntrica”, precisamos pautar valores e formas na relação do espírito humano com Deus. Isso devido às múltiplas ofertas de “espiritualidade” que encontramos no mercado religioso, principalmente nas prateleiras evangélicas.
De um lado, existe no caldeirão sincrético brasileiro um tipo de espiritualidade que podemos denominar corporativa: são mantras, velas, correntes e orações como meios de alcançar sucesso nos negócios ou criar uma atmosfera zen no ambiente profissional. Sem falar no misticismo das cartas, búzios e cristais, superstições voltadas principalmente para a área emocional.
Do outro lado está a espiritualidade “gospel”, que mais se identifica com uma cultura de consumo do que com a ética derivada dos ensinos de Cristo. Tal cultura favorece os mercadores da religião, que lucram com um tipo de fé burra e impulsiva. Os produtos oferecidos vão desde liturgias de massa, até amuletos da fé, como chaveiros, caixinhas de promessas, bíblias nos mais diversos formatos, modelos suficientemente irreconhecíveis ou disfarçáveis. O problema não é a forma das bíblias e da liturgia, mas a indiferença ao seu conteúdo, principalmente, o esquecimento da essência registrada em suas páginas e da prática exigida na vida do leitor.
Tais “espiritualidades” apóiam-se na fé inflamada pelos símbolos, ou seja, precisam do visível para crer no invisível É a idéia do ver para crer, uma forma de ceticismo revestida de prudência, onde a segurança dos sentidos é defendida em detrimento da fé. No entanto, não podemos negar que a espiritualidade possui seu lado visível. Pois a comunhão do nosso ser com Deus, evidenciam-se em ações, práticas e palavras coerentes com o modelo que Jesus nos deixou. Como a Lei que gere o cristianismo não pode ser cumprida na individualidade, a espiritualidade cristã deve primar pela experiência em comunidade e por uma relação amorosa com o mundo sem Deus. Assim sendo, a saúde de nosso espírito se mostra quando satisfaz a vontade de Deus na prática do bem ao próximo. É um princípio presente em toda a Revelação, especialmente nos escritos do Novo Testamento.

O apóstolo João, por exemplo, fala da impossibilidade de amar ao Deus Invisível sem amar ao irmão a quem vê: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (I Jo. 4:20, 21).
Já Tiago critica a inutilidade de palavras “abençoadoras” não acompanhadas de gestos de amor. O seu ensino nos desafia a mostrar a fé invisível através da visibilidade das obras. “Mas alguém diz: Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as minhas obras, te mostrarei a minha fé” (Tg. 2:18).
Jesus também mostrou perfeitamente equilíbrio na relação invisível-visível. Ele cultivou momentos reservados de devoção a Deus (Mt.14:23) e também revelou seu amor ao Pai em suas atitudes (Jo.14:31). A característica marcante do relacionamento de Jesus era sua contínua submissão, o prazer em fazer a vontade de Deus.
Portanto, perceba que não há como separar espiritualidade de vida prática. O relacionamento invisível do nosso ser com Deus evidencia-se através do bem que praticamos por meio do corpo (2ª Cor. 5:10). O propósito da espiritualidade cristocêntrica é nosso crescimento em direção a Cristo — em outras palavras, ser conformados à imagem de Jesus Cristo. Não se trata de ajustamento sociológico ou psicológico, de sentir-se bem emocional ou socialmente, mas de um processo de crescimento e transformação. A espiritualidade da cultura moderna, por ser mais individualista e, conseqüentemente, mais narcisista, mudou o foco da espiritualidade cristã; ao invés de sermos convertidos a Cristo, é Cristo que se tem convertido a nós. Perdemos o significado da doutrina da imago Dei a consciência de que fomos criados por Deus e para Deus, e que somente nele encontramos significado para nossa humanidade corrompida.
Para Paulo, isto significa caminhar em direção à perfeita varonilidade, à medida de estatura de Cristo. Encontramos em Cristo a expressão plena de nossa humanidade. Converter-nos a ele significa ter nossos pensamentos e caminhos transformados, nossa humanidade restaurada, nossa dignidade redimida para viver a nova vida em Cristo. Paulo nos afirma que a verdadeira vida encontra-se oculta em Jesus e, por esta razão, devemos buscar e pensar nas coisas do alto, onde Cristo vive. O fim da espiritualidade cristã está numa humanidade madura e completa em Cristo.
Outra preocupação é o risco da cultura espiritualista tirar a divindade de Cristo, reduzindo-o à categoria de Ghandi, de Buda ou de outro personagem da humanidade. A globalização resiste à idéia do sacerdócio único de Cristo. O ser pós-moderno não aceita viver sob a verdade de que Cristo é "o caminho, a verdade e a vida", e que ninguém vai ao Pai a não ser por meio dele. Esta realidade única de Cristo é inaceitável na cultura pós-moderna. Desta forma, Jesus passa a ser apenas uma boa pessoa, que nos deu exemplo de como ser pessoas igualmente boas, mas nada muito além do que outros também fizeram.
Contudo, uma espiritualidade cristocêntrica requer a afirmativa da mediação única de Cristo: sem ele, ninguém conhece o Pai, nem pode ser salvo. Precisa da mesma forma, afirmar a centralidade da cruz e da ressurreição na experiência cristã de reconciliação, perdão e comunhão com Deus.

Fonte: O desafio bíblico da espiritualidade cristã – Ricardo Bezerra de Souza.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um desabafo! Por uma sociedade melhor. + Compaixão!


Na terça-feira quando eu ia ao centro da cidade comprar alguns materiais, algo aconteceu e me intrigou bastante.
Creio que isso deve acontecer todos os dias... Estava em um ônibus e o calor era escaldante, era mais ou menos 13:00 h, então você pode imaginar a temperatura.
De repente alguém deu o sinal do lado de fora, o motorista fez como se fosse parar o ônibus para o passageiro subir, quando viu que se tratava de um idoso ele prosseguiu e não parou.
Fui tomado naquele momento em meu assento por uma ira, que me deu vontade de ir lá tirar satisfações com o motorista, perguntar por que ele não parou. Dizer se fosse o pai dele, ele gostaria que fizessem aquilo? Perguntar se ele havia percebido  que aquele senhor estava torrando naquele sol a espera do ônibus e etc...
Mas não fui... Permaneci ali em meu lugar quieto e pensativo sobre o que aconteceu. Quando desci do ônibus nem olhei pro motorista, fiquei revoltado, isso mesmo... Poxa, deixar um senhor daquele jeito no sol quente... O idoso aparentava ter uns 70 anos de idade, uma covardia, uma falta de compaixão e respeito com o próximo.
Já se passaram 02 dias e o fato ocorrido ainda permanece em minha mente. Sinto-me envergonhado por não ter falado ao motorista, ter cobrado o direito do meu próximo. Pois a prefeitura repassa valores às empresas de ônibus. Não sei se fiz certo em ficar calado. O que faria Jesus em meu lugar?
Mas ao mesmo tempo me veio à mente outra tragédia que aconteceu aqui perto de mim, na capital do Rio de Janeiro. E ganhou destaque em rede nacional. Um jovem foi espancando e teve seu rosto desfigurado porque defendeu um morador de rua. Foram necessários 60 pinos pra reconstrução da face do jovem agredido.
Numa sociedade como essa, sem amor, respeito, princípios e valores como defender nossos direitos e o direito daqueles que não tem força para se defender? Não sei se ficar calado é a melhor escolha ou se ir adiante e colocar a boca no trombone como dizem é o mais adequado.
A tragédia do jovem espaçando tomou conhecimento nacional, pois realmente foi algo absurdo, desumano e abominável. Mas e os atos desumanos, a falta de compaixão, tolerância, respeito e amor que acontecem todos os dias ao nosso redor? Dessas “pequenas” coisas ninguém fala, é preciso acontecer algo maior.
As pessoas se esquecem que estamos vivendo esse estado deplorável da sociedade por causa de pequenos valores e princípios que foram deixados para trás.
Ser tolerante, usar a compaixão, expressar amor, sorrir, dizer obrigado, por favor, com licença e tais outras palavras que não mágicas fariam de nós certamente pessoas melhores e contribuiria bastante para que o mundo fosse melhor.

Esse foi apenas um desabafo! Talvez você já tenha passado por isso por situação semelhante e não soube o que fazer.
Deus me trouxe uma palavra que também quero compartilhar – I Pedro 2:21 – “Porquanto para isso fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.
Outra palavra foi acerca da prática do bem e a longanimidade segundo o exemplo de Cristo, que está no no mesmo Livro de I Pedro 3: 13 -17.
“Ora, quem é o que vos fará mal, se fordes zelosos do bem?
Mas também, se padecerdes por amor da justiça, bem-aventurados sereis; e não temais as suas ameaças, nem vos turbeis;
Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós;
Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, fiquem confundidos os que vituperam o vosso bom procedimento em Cristo.
Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal.”

Que Deus nos abençoe e nos capacite a cada dia sermos suas testemunhas, expressando amor, compaixão e misericórdia ao próximo.

Forte abraço,

Elder Rangel.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inveja - Um mal que destrói a alma. (Tiago 3:16)


Achei muito interessante meditarmos sobre esse tema. Pois quantas vezes essa seta do inimigo tem nos atingido e encontrado espaço em nosso coração nos autodestruindo e destruindo nossos relacionamentos e até mesmo causando divisões em nossas igrejas.
A inveja é provocada por um sentimento de desgosto, de pesar, pelo bem ou felicidade de alguém, levando o invejoso a desejar intensamente o bem alheio.
Claro que você deve conhecer ou ter ouvido falar de alguém que nunca está contente com o que tem e sempre se compara aos outros, afirmando que o que os outros possuem é sempre melhor.
Pois é, essas pessoas estão alojando em seus corações a seta da inveja.
O invejoso nunca vibra com o sucesso do próximo. O invejoso busca erros onde muitas vezes não tem. São pessoas amarguradas, insatisfeitas, mal-amadas, carnais. (I co 3:3)
A pessoa invejosa quando vai ao culto, não vibra com a palavra do pregador, não se alegra em adorar ao Senhor, ao contrário, ela busca erros e diz: Você viu o que o pregador fez? Percebeu como ele gritava? Hum... O ministro de louvor estava muito empolgado para o meu gosto, mas parecia estar em uma casa de shows mundanos. A pessoa com inveja no coração não se alegra com a bênção do Senhor, não gosta de ver o próximo brilhar e faz o que for possível para apagar esse brilho.
A inveja tem levado igrejas e ministérios a divisão. Tiago em sua carta diz: “Pois onde há invejas e sentimento faccioso aí há confusão e toda espécies de coisas ruins”. (Tg 3;16). O invejoso abre a porta para Satanás entrar, criando através de sua vida discórdia, confusões e competições.
A pessoa que aloja a inveja em seu coração tem dificuldade para falar bem, para abençoar o próximo. Ele não suporta o brilho dos outros, pois vive em trevas.

Você conhece a história da cobra e do vaga-lume?

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga-lume que só vivia a brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia, dois dias e nada... Ela não desistia.
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso te fazer três perguntas?
-Não costumo abrir esse procedente para ninguém, mas já que vou te comer mesmo pode perguntar...
-Pertenço a sua cadeia alimentar?
-Não
-Te fiz alguma coisa?
-Não
-Então por que você quer me comer?
- Porque não suporto ver você brilhar.

Que tipo de pessoa é você, cobra ou vaga-lume?
Seja vaga-lume, brilhe, voe alto. Mas não se esqueça tudo vem do Senhor e é para o Senhor. Se alegre com a vitória do próximo, abençoe, profetize e estará trazendo sobre si as mesmas bênçãos.
Pois aquilo que o homem ceifar, isso também colherá...

Deus te abençoe!

                                                                                                                            Elder Rangel