quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Eu, o juiz!! Provérbios 23:7a


Tanto tempo sem escrever aqui... Mas hoje acordei com uma vontade imensa de expor algumas coisas que tenho visto e ouvido.

Queria entender o que se passa na mente e nos corações de algumas pessoas. Parecem que vivem buscando situações para sempre saírem por cima, querendo mostrar uma espiritualidade fajuta e egoísta, buscando defeitos em uns e outros, atacam aqui e ali a fim de gerar comichões nos ouvidos alheios... Falam das posturas das pessoas, das denominações e suas “leis”, todos sempre estão errados. Usam sempre a desculpa de dizer: Não estou julgando é apenas um questionamento!

Fico a pensar o que está por trás de certos questionamentos.  Será o real objetivo levantar contendas? Ou será tentar achar outros insatisfeitos e criar um motim de insatisfações? Gerar rebeldia nos corações? Realmente não sei. Mas tudo isso me incomoda. Não apenas o fato de ver alguns questionamentos baseados nas próprias vontades, mas por ver que alguns questionamentos no fundo tem uma raiz de amargura, de algo não curado, um desejo ardente por vingança.

Acredito que todos podem e devem sim questionar, mas até onde vai o meu questionamento? Questiono as pessoas, instituições e suas posturas, por quê? Por não atenderem o que eu “acho” que é correto, por não satisfazerem de alguma forma minha vontade e alimentar o meu ego?

Muitas vezes o questionamento vem junto com o julgamento. E creio que nem eu nem nenhum outro homem pode e deve ocupar esse lugar de juiz. Pessoas erram, instituições são falhas, líderes podem sim errar e cair, mas não cabe a mim decidir o fim. Penso que o meu dever é estender a mão, a graça. E deixar que Deus faça o que tiver de ser feito. Ele sim tem o poder para isso, Ele sim tem a medida certa. O nosso peso é sempre falho, porque sempre será baseado em nossos achismos, egoísmos, dores e mágoas.
Não estou em hipótese alguma dizendo sobre ser cúmplice, complacente, se calar diante de fatos e erros. Não! Não estou dizendo isso. 

Estou afirmando que devemos sim questionar, mas que meus questionamentos sejam verdadeiros, frutos de um coração sarado que anseia pela glória de Deus. Que nossos questionamentos não sejam frutos de vingança, de querer ferir o outro, de gerar rebuliços e contendas, de inflamar os corações dos fracos com a ira que me consome.

Não cabe a mim esse papel, não cabe a você esse papel. Não somos juízes! 

Se é necessário alguma mudança, que começe em mim! Se é preciso uma revolução que se inicie com os joelhos no chão!

Que Deus nos dê corações puros e sábios